Se eu fosse linda por dentro



"Linda. Por dentro e por fora."
Pára tudo! Como é que eu posso ser linda por dentro? Como é que tal coisa é possível se sou sempre deixada de lado? Se magoo os outros? Se eu fosse linda por dentro não era uma amizade descartável; se eu fosse linda por dentro não magoava quem me quer bem nem abandonava a minha família; se eu fosse linda por dentro conseguia manter as pessoas comigo. As pessoas decidem ir embora e esquecerem-se de mim num canto, decidem ignorar-me. Mas e o que é que eu faço quando elas estão comigo? Magoo-as claro. Magoo-as tanto que preferem nem sequer ouvir o meu nome. Metem-me na lista de alvos a abater. Mas o pior nem é isso, é facto de magoar as pessoas mas magoar-me a mim consequentemente. E o que acontece? A culpa persegue-me dia e noite, mesmo quando tento colar os pedacinhos. 
E isto faz-me pensar... Como é que alguém consegue afirmar tal coisa a meu respeito? Como é que alguém tem o desplanto de me dizer que sou linda por dentro? Não me comprem com clichés. Conquistem-me com verdades. Tenho plena consciência da massa que sou feita e sei que não é a mesma massa que compõem as verdadeiras boas pessoas. Essas eu invejo - de maneira saudável - todos os dias. Na minha mente e no meu coração não faltam boas intenções mas, o que me difere das pessoas que são (realmente) lindas por dentro é o facto de deixar que não passe disso, de boas intenções. E já diz o velho ditado: "de boas intenções está o inferno cheio". 

Habemus desespero

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Estou a entrar em desespero porque daqui a exactamente 16 dias tenho o primeiro teste deste ano e a ele juntam-se mais quatro, todos colados uns aos outros, muitas vezes sem dias de intervalo, e eu não estou a saber gerir. Comecei a estudar logo de inicio mas adoptei o método de estudo errado e só me apercebi disso ante-ontem e agora estou em modo barata (muito!) tonta por não saber como engolir tanta matéria em tão pouco tempo. 
Sou um atraso de vida e não tenho emenda pelos vistos.

Nostalgia de uma infância feliz

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Hoje passei pela minha antiga escola primária. Apesar de morar bem perto, raras são as vezes que por lá passo. Observar aquela escola pôs-me de uma certa maneira nostálgica e a pensar em como a minha vida era nessa altura. Fui uma criança muito feliz, sem saber. Aliás, as crianças nunca têm noção se são felizes ou não, sabem-lo quando crescem e se tornam conscientes das coisas, da vida. Ser criança é sinónimo de ser inocente e ignorante do mundo que nos rodeia, e ainda bem. Quando crescemos somos obrigados a tornar-nos conscientes de tudo e mais alguma coisa, somos obrigados a acatar responsabilidades e ter mil olhos em cima das pessoas que nos rodeiam. Não me lembro de em criança me ter zangado com alguém (pelo menos não durante mais de um dia), muito menos de me sentir desiludida com alguém. Hoje em dia isso não acontece, infelizmente. As pessoas aproveitam tudo o que temos de bom para dar, espremem-nos até à última gota e depois simplesmente esquecem que existimos. Sem quê nem porquê.
Sabem uma coisa? Tenho saudades da época em que caía e rasgava os collants. Doía menos.

Piqui: A nova Inquilina

Ontem, dia Mundial do Sorriso, o dia teve um toque especial. 
Tenho uma cadela como animal de estimação mas, desde que vim para Portugal só estou com ela no Natal, Verão e quando vou visitar os meus pais a França. Conseguir adoptá-la foi uma enorme conquista porque a minha mãe dizia sempre não, que se recusava a ter um gato ou um cão dentro de um apartamento. Ainda hoje nem eu nem o meu pai sabemos o que lhe passou pela cabeça para naquele dia ter dito sim. Todos lá em casa, principalmente eu e o meu irmão, ficamos radiantes. 
A partir desse dia nasceu um amor incondicional por ela, e que não pára de crescer.
Desde de que me separei dela que já pensei em trazê-la aqui para a minha beira mas isso não vai acontecer porque eu não lhe vou tirar o conforto de uma casa com jardim onde ela pode dar umas corridas e brincar como quiser para enfiá-la num apartamento.
Então, já que não a posso ter comigo eu queria muito um animal para cuidar e me fazer companhia. Basicamente queria um filho, e já que não pode ser um verdadeiro... Um cão estava fora de questão, primeiro porque não tenho espaço e em segundo porque não teria muito tempo para ele. Um gato também não dava, o Clóvis é alérgico a gatos e a Kira não pode sequer vê-los. Pensei num peixe. Quando era pequena tive alguns e adorava. 
Mas, quando um dia destes fui jantar a casa da minha prima vi que ela tinha um hamster e em conversa ela fez-me ver que de facto eu posso interagir com um hamster e não com um peixe, apenas dar-lhe de comida e mudar a água. 
E ontem foi o dia. Fui buscar a minha hamster fêmea que foi baptizada de Piqui Sorriso - sorriso, porque foi no dia Mundial do Sorriso que ela veio cá para casa. 
Tive a vantagem de não ter que comprar gaiola e afins porque já tinha tudo em casa que era do meu primeiro hamster. Um presente que me deram quando tinha cerca de 13 anos.
Há gente que não gosta de hamsters por fazerem lembrar ratos mas sinceramente, não tem nada a ver. Os ratos são "nojentos" e os hamsters são das coisinhas mais fofinhas de sempre (excepto quando mordem). Acho imensa graça ver aquela bolinha de pêlo minuscula percorrer a casa quando a solto ou quando ela está a comer e enche aquelas bolsas nas bochechas cheias de comida. 
No entanto, ela parece não gostar muito de mim mas sei que é uma questão de tempo até conquistá-la.

Séries | Masters of Sex

Masters of Sex. Assim se chama a primeira série televisiva que vos venho recomendar aqui no blogue. Resolvi trazer-vos esta série porque do que eu tenho vindo a perceber, são poucas as pessoas que a seguem e, do meu ponto de vista, é uma pena. 


O Resumo

Corriam os anos 50 quando William Masters e Virginia Johnson realizavam pesquisas sobre a sexualidade humana. Para fazer estas pesquisas recorriam a meios pouco ortodoxos que levantavam muita polémica tanto no seio da medicina como da população em geral. William e Virginia de facto existiram e foram os pais da revolução sexual humana. A série mostra-nos não só as descobertas feitas por eles mas também os romances e as histórias de vida de cada um deles.

A Minha Opinião

Esta é uma série à qual nem toda a gente se adapta e penso que muito dificilmente cativará alguém que apenas se deslumbra com séries plenas de ação, fantasia ou gargalhadas. É uma série baseada no conhecimento: tem muito para nos ensinar. Esta é uma série destinada a quem tem curiosidade em saber como surgiram todos estes conhecimentos acerca da sexualidade, onde as vidas pessoais deles são um bónus. Quando digo um bónus não estou a desvalorizar, muito pelo contrário, é isso que me faz querer ver sempre o episódio seguinte. É uma série muito bem feita, no meu ponto de vista,  e que merece mais espectadores. Já a achava excelente mas, quando um dos meus professores a recomendou foi a cereja no topo do bolo e senti-me uma sortuda por já a seguir há bastante tempo.

Já alguém conhece ou acompanha a série?