Um brinde aos 21!

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Quem me segue atentamente, ou quem me conhece, sabe que dia 22 deste mês completei 21 anos. A intenção sempre foi fazer uma publicação sobre o assunto mas apenas vos escrevo hoje porque também festejei o meu aniversário este fim de semana e eu queria compilar tudo numa só publicação. 

Gosto de fazer anos. Não só pelo carinho que recebo mas também porque a data do meu aniversário significa para mim um recomeço. A maior parte das pessoas faz resoluções na última noite do ano, eu faço no dia do meu aniversário. Todos os anos trazem-nos aprendizagens mas estes meus 20, desde que tenho memória, foi o ano mais repleto delas até hoje. Nos 20 fui magoada mas também magoei. Mas em ambas as situações eu aprendi, aprendi muito. Foi um ano sensível em termos de saúde, mas graças a isso aprendi que afinal sou forte. Superei a doença que me atormentou por valentes meses, muitos dos quais eu nem dei conta, e isso deixa-me orgulhosa. 

Claro que os 20 não foram só coisas negativas, muitas coisas boas aconteceram também. Uma delas foi sem dúvida ter concluído o primeiro ano do curso (deixar cadeiras por fazer). Isto para muitas pessoas é algo banal mas para mim é uma vitória. É uma vitória porque esse primeiro ano coincidiu com o primeiro ano a viver sem os meus pais, ou seja, um ano com uma forte carga emocional. Muitas foram as vezes em que pensei desistir do meu percurso académico, ainda hoje acontece mas olho para trás e vejo que fui capaz e se fui capaz uma vez serei capaz sempre! Porém, a melhor coisa de todas, a melhor prenda que Deus me deu foi sem dúvida o meu amor. Quando o conheci o meu mundo estremeceu, o que senti naquele dia nunca mais vou esquecer. Foi algo para o qual eu não tenho palavras para descrever e penso que nunca as vou conseguir encontrar. Encontrar alguém que nos quer bem, que nos acarinha, que está sempre lá, que nos apoia em tudo e mais alguma coisa, que nos ama incondicionalmente é impagável! Com ele aprendi a amar e sei que irei aprender muitas mais coisas. Só peço que este presente dos 20 se transforme num presente para toda a vida.

Apesar de ter calhado durante a semana tive a sorte de ter um dia de aniversário excelente. Para começar, no meio de uma semana onde a chuva era torrencial, o meu dia foi um dia soalheiro e só isso pôs-me logo muito mais bem disposta! Fui finalmente matar a curiosidade e experimentei comer 100 Montaditos com as melhores pessoas (está aprovado, já agora!). À tarde fiz algo que não fazia há imeeeeenso tempo e que me dá um prazer imenso: peguei na máquina fotográfica e fui até ao centro fotografar. Apesar do frio soube-me muito bem. Acabei o dia a festejar em família, na casa da minha avó que tem sido um grande pilar desde o meu regresso a Portugal. Foi um dia cansativo, muito completo e repleto de coisas boas.

Ainda não foi desta que me organizaram uma festa surpresa e devido à impossibilidade de juntar todos os meus amigos de uma só vez, no sábado fiz um jantar cá em casa para poder celebrar com os amigos de longa data. Tirando as festas de quando era criança organizadas pelos meus pais, nunca tinha festejado um aniversário cá em casa. Foi uma noite super positiva, cheia de joguinhos para nunca deixar a animação desvanecer. Foi tão agradável que penso para o ano repetir a dose. Jantares em casa são muito mais aconchegantes!

Tenho que agradecer muito, e mais uma vez, às pessoas que festejaram comigo o meu aniversário, que se lembraram de mim e me acarinharam, sem elas o meu dia não teria tido o brilho que teve. Graças a elas tive o melhor aniversário que tenho memória. Nunca me senti tão mimada como a celebrar os 21.

Sou agora uma rapariga com 21 anos muito feliz ♥️

Regra nº1 quando sais à noite: não beber álcool sob o efeito de medicamentos

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Não é novidade para ninguém que não se deve misturar álcool com certos medicamentos. Mesmo assim há sempre quem o faça e hoje vou-vos contar uma experiência na primeira pessoa.
Os efeitos não desejáveis que a mistura de medicamentos com álcool pode desencadear depende sempre do tipo de medicamento mas também, claro está, da quantidade de álcool ingerida. 

Eu estava sob o efeito de um medicamento há uns bons meses. Era noite de jantar de curso. A médica quando me prescreveu a medicação não referiu nada em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Eu sei que na altura li a bula, como faço com todos os medicamentos, mas confesso que não me lembro de falar sobre o álcool. No entanto, eu sabia que ia ter jantar de curso e, como costumo beber pesquisei na internet quais seriam os possíveis efeitos relativamente ao medicamento que estava a tomar caso bebesse álcool. Percebi que o meu medicamento era o mais fraco da ordem dos anti-depressivos mas que ainda assim podia desencadear taquicardia, sonolência, sedação (etc) quando misturado com álcool. Também lá dizia que bebendo, os sintomas da depressão podiam piorar. Vou ser sincera, não me preocupei com os sintomas físicos e achei  que os psicológicos não iriam acontecer uma vez que já estava muuuuuito melhor e numa fase final do tratamento. Enganei-me.

Fui bebendo ao longo do jantar, e sentia-me mais alegre mas nada de especial. Quando me levantei apercebi-me que se calhar não devia ter bebido. Comecei a sentir-me completamente isolada e a pensar que só queria sair dali, que ninguém prestava, que ninguém queria saber de mim... Passado uns bons minutos estava num grupo com mais umas 6 pessoas, ou seja não tinha que me sentir sozinha, mas mesmo assim sentia-me como se fosse a única pessoa no mundo. Sentia-me tão mal que tive que ligar ao meu namorado para me vir buscar porque eu não ia aguentar a noite toda assim.

Mal avistei o carro desatei a chorar. Mas desalmadamente como se alguém me tivesse batido! Andamos um bocado até que ele parou o carro para (tentar) me acalmar, aquilo estava mesmo muito mau porque eu cada vez chorava mais e nem sabia porquê. Trouxe-me a casa e aí, apercebemo-nos que eu tinha deixado as minhas chaves na casa onde ia dormir. Aí foi o fim do mundo. Se já me tinha acalmado ficou tudo pior outra vez e eu não conseguia dizer nada, só chorar. Acabei a dormir na casa dele e a faltar às aulas no dia seguinte.

Na manhã a seguir sentia-me tão envergonhada como nunca na minha vida me tinha sentido. Não sabia sequer como enfrentar os meus próprios amigos, só pedi desculpa. Jurei que nunca mais misturava álcool com medicação e cumpri. Não me orgulho desta situação (não mesmo!) mas já diz o povo que é com os erros que se aprende. E eu aprendi.

E vocês, conhecem alguém que já tenha vivido uma situação parecida?

Opinião | Eu, Eu e...Eu

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"A 'sociedade de enganos', de atropelos e de aparências em que nos estamos a transformar é, cada vez mais, uma sociedade claramente umbilicista, produtora de sujeitos narcísicos, que não olham a meios para atingir os fins. Uma sociedade de eus, ou seja, de indivíduos de comportamentos ímpios, compenetrados em si mesmos. 
Fruto de comportamentos narcísicos, estamos a moldar-nos numa sociedade cega e surda, onde não vemos, nem ouvimos, o que é realmente importante. Caminhamos para uma sociedade deprimida pela ambição do sucesso. O nós já não é o somatório de eus e outros. Aos poucos, estamos a criar uma amálgama de indivíduos solitários, numa relação patológica consigo mesmos.
Vivemos tempos difíceis e é na miséria que aparecem os verdadeiros miseráveis. A palavra crise ganhou protagonismo no dia-a-dia e serve para branquear comportamentos narcísicos. Tudo, diz-se, é devido à crise. Acabou o dinheiro que, aparentemente, abundava e a culpa é da crise. Mas a verdadeira crise que vivemos, a Mãe de todas as crises, é uma crise de valores, é a falta de amor que, sem nos apercebermos, agoniza o outro que devia estar em cada um de nós. Há como que um fim anunciado do amor, devido à multiplicidade livre de escolha que aparenta ser infinita.
A melhor forma de combatermos a tendência umbilicista dos dias de hoje? A fórmula é simples: No pedestal das nossas vidas, colocarmos o eu ao mesmo nível do outro."

Por Sofia Carvalho


Quando li esta crónica da Sofia Carvalho concordei logo com tudo o que ela diz e achei pertinente partilhar com vocês. A sociedade actual assusta-me. Acho que está-se a revelar uma sociedade onde os sentimentos positivos são raros. Amar alguém, nos dias de hoje, parece um achado. Cada vez mais nos empurramos uns aos outros para conseguir aquilo que queremos. Claro que não se aplica a toda a gente (e ainda bem!) mas é desta massa que grande parte das pessoas é constituída. 
E quando se trata de ajudar o próximo? Meu Deus, nem pensar! As pessoas parecem que querem guardar tudo o que há de bom para elas e guardar apenas o que é mau para os outros. Só olham para o próprio umbigo mas esquecem-se que um dia são os outros que precisam de nós, mas no dia seguinte somos nós que podemos precisar dos outros.

E vocês? O que pensam da sociedade actual? 

Saúde | É suposto viver com uma coisa que não faz parte?

Hoje tive uma consulta com a minha médica de família da qual saí um pouco irritada. Tenho um fibroadenoma há pouco mais de quatro anos e o menino teima em não parar de crescer. Começou por ser uma bola minúscula que só se fazia sentir quando eu a procurava e hoje é uma bola, cujo diâmetro atinge quase o de uma bola de golfe, que faz questão de mostrar relevo no meu peito sempre que estou em certas posições.

Posto isto, e porque começa a incomodar quando me deito de barriga para baixo, decidi pedir à médica para me mandar para um acompanhamento no hospital para me extraírem esta coisa que não está aqui a fazer nada. E o que é que a Senhora Doutora respondeu? "Isto não é assim. Não podes só querer extrair isso, tens que ser indicada para tal por um médico." Como assim não posso pedir para tirar uma coisa que não está aqui a fazer absolutamente nada e que pode esconder, um dia, problemas mais graves? Era suposto eu esperar que isto atinja o tamanho de uma bola de futebol ou que esconda um cancro para mo tirarem? Não percebo. 

Mas como para mim aquilo não fazia qualquer sentido, já que o especialista que me acompanhava em França disse que aquilo era para tirar por volta dos 19 anos, consegui convencer a médica a mandar-me para o hospital mas quase que tive que me pôr de joelhos e pedir por favor! Mas fiquei incrédula quando ela acrescentou "Pois, ainda por cima és magra..." Oh minha amiga, nem que fosse gorda! 

A sério, digam-me se isto para vocês faz algum sentido!

Boa Causa | Animais de Rua - Agenda 2017

Estava eu a ler a minha revista mensal quando tomei conhecimento da existência tanto da Associação como desta Agenda e o seu propósito. 



Ao criarem uma parceria, a Associação Animais de Rua e o Centro de Apoio ao Sem Abrigo definiram como objectivo ajudar os animais que vivem com famílias carenciadas ou com pessoas sem abrigo. Auxílio esse que é prestado tanto a nível alimentar como a nível médico-veterinário, tudo isto para minimizar o sofrimento dos animais. 

No entanto, nada se faz sem meios económicos e por isso, com o ano de 2017 cada vez mais próximo, a Agenda 2017 foi criada com o objectivo de suportar os custos que todas as boas acções desta Associação acarretam. O valor da agenda é de 7€50 - já com portes incluídos para Portugal - e a receita gerada pelas vendas da Agenda terá como destino suportar o apoio aos nossos mais fiéis amigos. 

É uma Boa Causa que não podia deixar de partilhar pois muitas vezes esquecemo-nos que este apoio que os animais recebem são, na maioria dos casos, a única forma de carinho que conhecem.

Podem comprar a agenda e ajudar AQUI.

Feliz Aniversário, Mãe

Hoje a minha querida mãe faz anos. Apesar de já estar na quarentena, ainda há gente que a confunde como sendo minha irmã. Não é, mas não deixo de me sentir orgulhosa quando o dizem. A minha mãe é a melhor mãe do Universo, é uma heroína e uma lutadora, nunca baixou os braços perante as dificuldades da vida. Apesar de chocarmos bastante uma com a outra, ela é para mim um exemplo a seguir. Nunca vou esquecer os anos em que ela fez o papel de mãe e pai ao mesmo tempo, quando o meu pai decidiu ir trabalhar para fora do país de maneira a me proporcionar uma vida melhor, a mim e à minha mãe. Sei que fui uma filha muito desejada e que a minha mãe sonhava em ter uma Ana Rita. E conseguiu.

Sei também que ela queria que eu fosse igual a ela, "despachada". A verdade é que eu tenho muita coisa que herdei dela. Para começar, saí a fotocópia física da minha mãe. Depois, sou orgulhosa e teimosa. Quando ela ler isto vai começar a reclamar... Ela é teimosa e muuuuito orgulhosa e eu também, e é por isso que discutimos tanto! Eu acho que ela sabe que é assim, mas claro que o seu orgulho nunca a permitirá de admitir tal facto perante mim. Mas eu não me importo, afinal de contas, mãe que é mãe quer ter sempre razão, certo? Quando eu for mãe também serei assim. Quanto ao facto de ela desejar uma filha tão "despachada e cheia de genica" como ela, não sei se ela ficou muito contente com o que lhe saiu na rifa há quase vinte e um anos. Teve uma filha cujo nome do meio é Preguiça e que vive numa luta constante para atingir os objectivos diários. Mas, apesar disso, penso que ela não me pode acusar de falta de responsabilidade nem de não ser minimamente despachada. 

Sei que não sou a filha perfeita, e peço desculpa por todas as vezes em que falhei, mas gosto de pensar que a minha mãe tem orgulho na pessoa que sou. Só lhe tenho a agradecer tudo o que ela já fez, faz e vai continuar a fazer por mim pois sempre fez com que nunca me faltasse nada: amor, carinho, educação, valores e comida na mesa. Espero um dia conseguir retribuir-lhe tudo. A maior prenda que lhe poderia dar este fim de semana era estar com ela no momento em que soprar as velas, mas infelizmente, existem mais de 1200km a separar-nos.

Tudo isto para lhe desejar um feliz aniversário e dizer que estou cheia de saudades da minha Pété.
Amo-te muito, mãe. 


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Amanhã começa a tão temida primeira ronda de frequências. Por incrível que pareça não me sinto nervosa (e acho que isso é mau) mas penso que quando se aproximar a hora a coisa vai mudar de figura. Desejem-me sorte porque eu vou mesmo precisar!